19 DE MARÇO DE 2026, 16H
No Brasil do século XIX, mais especificamente na cidade do Rio de Janeiro, a intensa exploração de recursos energéticos e madeireiros, através da derrubada e queima de florestas, assim como para a implementação da cafeicultura, ocasionou a perda de extensas áreas florestais. Resultaram deste processo, a redução de populações vegetais de interesse econômico, bem como o comprometimento do abastecimento hídrico da cidade, em razão dos impactos deletérios nas nascentes e corpos d’água. Foram elaboradas uma série de políticas florestais que pretendiam: conservar as florestas remanescentes, principalmente as que circundassem os corpos d’água, e reflorestar as encostas da cidade do Rio de Janeiro. O modelo adotado sugere a emergência de uma silvicultura tropical, que se propunha a utilizar racionalmente as florestas. Nesse sentido, foram empreendidos plantios sistemáticos que resultaram na criação da Floresta da Tijuca e da Floresta das Paineiras. Destaca-se, por fim, que inúmeras ações originais foram realizadas no Rio de Janeiro do século XIX, no que se refere à conservação e manejo de suas áreas florestadas e reflorestamento das áreas degradadas, visto que foram nas encostas do Maciço da Tijuca que surgiu o primeiro projeto de plantio de florestas do Brasil e, possivelmente, do mundo tropical, onde buscou-se solucionar problemas relacionados à regulação hídrica, bem como à escassez de “madeiras-de-lei”, além de propiciar novas áreas de turismo e recreação, isto é, de maior contato com a natureza.